Wörthersee – dia 1 (15/05) – Ainda sem Wörthersee

São 23h57 aqui em Velden am Wörthersee (18h57 no Brasil), e cheguei ao hotel há mais ou menos 1h.

Bom, voltando ao “começo”, liguei ontem (segunda-feira, dia 14-05) para meu amigo Gustavo, vulgo “Fofinho”, e pedi uma carona até o Aeroporto de Congonhas, pois de lá pegaria um ônibus para Guarulhos.

Fofinho chegou às 10h, como o combinado, mas eu acabei me atrasando um pouco. Fomos para a Marginal Pinheiros e, ao chegar lá, a bela surpresa: trânsito totalmente parado. Foi então que o Fofinho comentou que tinha um compromisso às 11h30. Resolvemos abortar a missão e pedi socorro na Garage Store (www.garagestore.com.br), onde o Thiago se prontificou para me ajudar. Fizemos um caminho alternativo, fugimos do trânsito e consegui embarcar no ônibus das 11h30 para Cumbica.

Nada relevante aconteceu no aeroporto e o avião decolou no horário previsto (15h30) para Munique, com escala em Madri.

Escolhi a poltrona em uma das saídas de emergência para poder ter um pouco de espaço. A minha meta era dormir o máximo possível, já que é um voo bem longo. Acabei dormindo pouco, mas, por sorte passou um filme muito bom – “Big Miracle” – e a moça que estava sentada ao meu lado era uma alemã, de Berlim, simpática chamada Julia. Ela falava português melhor do que eu e estava voltando de uma visita ao namorado brasileiro.

Ao chegar em Madri, o aeroporto impressiona bastante pela beleza e organização. Na imigração, perdi apenas 2 minutos. Só precisei informar quantos dias iria ficar e se ficaria em hotel.

Depois de uma curta espera, embarquei para Munique. Dessa vez, não tive a opção de escolher a poltrona e viajei com os joelhos apoiados na poltrona da frente. Sorte que foi um voo bem mais curto. Fiquei sentado ao lado de uma tailandesa que dormiu o voo inteiro, parecendo um pêndulo, e de um marinheiro polonês, que estava voltando para casa após passar quatro meses no mar. E ele já havia morado em Santos.

Obs.: Nesse voo não é servido nada, mas há a opção de comprar diversos produtos e bebidas com preços honestos.

Chegando em Munique, o aeroporto também é muito bom e conta com uma estação de trem dentro dele. Foi aí que começou a verdadeira emoção.

O vendedor das passagens de trem foi bem simpático. Assim que falei que iria para Velden, ele disse ok, emitiu o bilhete, me deu as orientações de embarque e eu segui.

Achei meio estranho, pois no ticket não estava escrito Velden em nenhum lugar, apenas Wörgl. Pensei que seria o destino final, o nome da estação ou algo do tipo.

Era preciso fazer algumas trocas de trem até o destino, na primeira estação que desci para fazer a troca, fiquei bastante surpreso, era uma estação convencional, com várias opção boas e baratas para comer, loja outlet com preços muito baixos, casa de cambio com a propaganda toda baseada em indianos bem esteriotipados, a principio achei meio preconceituosas as imagens, mas ao entrar, o atendente era um indiano (não esteriotipado) e um banco, que fui tentar pedir informações e quando a mulher percebeu que eu estava pedindo informação sobre o metro, só conseguia dizer, aqui é um banco, metro é do outro lado….

Era preciso fazer algumas trocas de trem até o destino. Na primeira estação que desci para fazer a troca fiquei bastante surpreso. Era uma estação convencional, com várias opções boas e baratas para comer, outlet com preços muito baixos e casa de câmbio com uma propaganda toda baseada em indianos bem esteriotipados. A princípio achei as imagens meio preconceituosas, mas, ao entrar, o atendente era indiano (não esteriotipado). Fui tentar pedir informações em um banco, e quando a mulher percebeu que eu estava perguntando sobre o metrô, só conseguia dizer: “aqui é um banco, metrô é do outro lado”.

Eu estava bastante preocupado, porque pensei que estivesse atrasado. Depois percebi que estava olhando um horário errado.

Todos os trens que vi foram 100% precisos com os horários impressos nos paineis. E uma “local” até me deu uma dica de que não precisava olhar o nome da estação, era só ver o horário anotado. Quando estiver no horário X que está programado para a sua estação, basta descer do trem que você estará no local certo. Realmente é assim.

Para entrar nas estações e nos trens, não existe cancela nem nada do tipo. Mas não tente “brasileirar” e seguir para o trem sem passagem ou com uma passagem diferente do seu trajeto. Fiscais passam com relativa frequencia checando os tickets.

Quando estava chegando em Wörgl (que achava que seria Velden, pois a pronúncia é muito parecida), um policial entrou no trem e me perguntou o que eu estava fazendo. Contei que só estava passeando e indo para o Wörthersee Treffen. Ele perguntou “como assim só passeando” e disse que não sabia de qual evento eu estava falando. Foi então que alguém confirmou para ele sobre o evento e ele acabou indo embora meio contrariado.

Chegando na cidade, pedi informações a respeito do endereço do hotel e ninguém conhecia a rua. Conversando com uma senhora, caiu a ficha de que eu estava na cidade errada, “só” em torno de 250 km da verdadeira Velden.

Na hora, fiquei bem bravo comigo mesmo. Fui comprar a passagem certa, mas o trem demoraria mais ou menos 2h para chegar. Como tinha de esperar, resolvi dar uma volta na cidade. Primeiro parei em uma sorveteria e tomei um bom sorvete de frutas cítricas e tiramissu. Lembrei que não havia comprado um adaptador de tomadam comecei a perguntar sobre o produto em algumas lojas e não encontrava. Até que passei em frente de uma loja de toy art chamada Rainyday. Achei tudo muito legal logo no primeiro segundo e entrei. Martin, o dono, foi super simpático e até falava um pouco de português. Acabei comprando um toy art e dois postais criados por eles. E Martin me levou a uma loja de materiais elétricos na qual consegui comprar o adaptador.

Em seguida, parei em um pub porque achei bonito. Porém, como não bebo, entrei e pedi uma Coca. Me senti um daqueles virgens de filme americano entrando no bar e pedindo um copo de leite.

Voltei para a estação e comi um pedaço de pizza. É bem diferente da pizza brasileira, mas gostei. Peguei mais alguns trens, finalmente cheguei a Velden e peguei um táxi até o hotel.

Para ver mais fotos:

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.311416338934770.72066.286052131471191&type=1

 

2 thoughts on “Wörthersee – dia 1 (15/05) – Ainda sem Wörthersee

  1. Bruno, são essas situações que acabam fazendo a viagem valer a pena. E pelo que percebi você foi safo. Se até GPS tem margem de erro, imagine um brazuca (sem GPS)? Tudo bem que 250KM é uma margem bem “gordinha”.
    Abraços.

  2. Brunão, não sabia que você está indo ver o Wörthersee pessoalmente cara, muito legal sua iniciativa, parabéns por ir com a cara e a coragem! Quero fotos e vídeos hein, eu sei que vc com certeza vai fazer mas quero vê-las depois pessoalmente!
    Vai atualizando o blog conforme puder pois vou acompanhando por aqui a partir de hoje as novidades.
    Curta sua estadia ai e claro, curta muito o evento!
    Grande abraço
    Bill

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